Espécies de camarões cultivadas no Brasil

Espécies de camarões cultivadas no Brasil

A carcinicultura no Brasil começou na década de 70, mas a atividade empresarial teve início nos anos 80 com a utilização de uma espécie marinha exótica popularmente conhecida como camarão japonês (nome científico atual: Marsupenaeus japonicus).
Devido a baixa produtividade comercial dessa espécie e seus problemas de adaptação, como por exemplo, à baixas salinidades, o Brasil teve que pesquisar e redirecionar suas atividades comerciais para outras espécies marinhas. Iniciou-se o cultivo de espécies marinhas nativas: Farfantepenaeus subtilis (camarão lixo), Farfantepenaeus paulensis (camarão rosa), Farfantepenaeus brasilensis (camarão rosa) e Litopenaeus schmitti (camarão branco). Entretanto, o problema persistiu e a baixa produtividade e lucratividade dominaram o mercado nos anos 80.
Apenas em 1993, o Brasil começou a cultivar uma outra espécie marinha exótica, Litopenaeus vannamei, conhecida popularmente como camarão-de-patas-brancas, camarão-branco-do-pacífico ou camarão-cinza. Essa espécie foi escolhida e é cultivada até hoje devido à sua capacidade de adaptação às mais variadas condições no cultivo. 


Além do cultivo de espécies marinhas, a carcinicultura no Brasil tem se destacado pelo cultivo de uma espécie exótica de camarão de água doce conhecida popularmente como o gigante da Malásia, Macrobrachium rosenbergii. Essa espécie oriunda de países do Indo-Pacífico (Malásia, Índia, Vietnã, Bangladesh) foi introduzida no Brasil em meados de 1977 e vem se destacando na carcinicultura brasileira por seu rápido crescimento, boa aceitação no mercado, entre outros fatores.

Veja maiores detalhes em: 
http://www.mma.gov.br/port/conama/processos/0B19D3B1/DIAGDACARCINICULTURACEARA.pdf

Ribeiro & Logato. Criação de camarões de água doce (Macrobrachium rosenbergii)

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